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Rota dos Castros

ROTA DOS CASTROS

O actual concelho de Mogadouro situa-se no limite Sul do território ocupado antigamente pelo povo pré-romano dos Zoelas. Aos cultos naturalistas às montanhas, às águas e aos astros, eles associaram também o culto ao touro e ao porco, aos quais levantaram alguns monumentos que atestam a mentalidade de um povo criador de gados. Na aldeia de Vila dos Sinos, encontraram-se em 1935, junto a algumas sepulturas romanas, um touro e um berrão, que se conservam no Museu Abade de Baçal em Bragança. Todavia no adro da igreja pode ver-se a chamada “Porca de Vila dos Sinos” e numa casa particular conserva-se um outro exemplar.  No Sobreiral de Mogadouro e em Vilar Seco de Castro Vicente encontraram-se também outras esculturas que estão neste momento na Sala Museu de Arqueologia de Mogadouro e no IPPAR no Porto

A presença humana no concelho de Mogadouro está documentada apenas desde tempos da Pré-História recente.

A meados do quarto milénio a. C. o Homem fez os seus enterramentos em mamoas, e no 1º milénio deixou-nos o espaço salpicado de castros.
Todos estes lugares habitados pelo Homem da Idade do Ferro em Mogadouro, têm características semelhantes. Assim:
Todos eles são de reduzidas dimensões, com povoados que não ultrapassam o hectare de superfície, com excepção do Cabeço da Coroa em Sampaio, e que dificilmente atingiriam a centena de habitações.

Todos eles se encontram ou nos esporões dos rios Douro e Sabor, sobre arribas muito acentuadas e de difícil acesso, ou nos chamados cimos de Mogadouro, isto é nos picos mais elevados das serras , que se aproximam dos 1000 metros de altitude.
Todos eles aproveitaram a geomorfologia do terreno com locais de fácil defesa, que ainda reforçaram com campos de pedras fincadas, fossos e muralhas.

 

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